Segundo a Sesab, Bahia recebeu um terço da demanda necessária de doses de vacina BCG em maio e junho

O estado recebeu 45 mil doses em maio e a mesma quantidade de doses em junho; a necessidade mensal da Bahia é de 150 a 200 mil doses.

Foto: Getty Images via BBC


A Bahia recebeu um terço da demanda necessária de doses de vacina BCG, uma das primeiras vacinas a ser dada a uma criança que nasce no Brasil, nos meses de maio e junho. A informação foi divulgada hoje (5) pela Secretaria de Saúde do estado (Sesab).

Conforme as informações da Sesab, o estado recebeu 45 mil doses em maio e a mesma quantidade de doses em junho. A necessidade mensal da Bahia é de 150 a 200 mil doses.

Segundo  o técnico da coordenação estadual de imunização, Ramon Saavedra, a redução da quantidade de doses enviadas ainda não preocupa a Sesab em relação ao desabastecimento. O órgão tem orientado que as prefeituras tracem estratégias para evitar o desperdício.

No final de abril, o Ministério da Saúde disparou para as secretarias estaduais uma circular afirmando que, "dada a disponibilidade limitada da vacina BCG no estoque nacional em razão de dificuldades na aquisição deste imunobiológico", o envio pelo ministério diminuirá de 1,2 milhão de doses por mês (média de janeiro a março de 2022) para 500 mil doses mensais nos próximos sete meses.

No documento, o ministério pediu para os estados "otimizarem e fazerem uso racional desta vacina por este período" até que "a situação do estoque nacional da vacina BCG seja regularizada". Idealmente, o imunizante deve ser aplicado ainda na maternidade — no máximo, até o fim do primeiro mês de vida.

Em nota, o Ministério da Saúde informou que não há desabastecimento da vacina BCG no país e que o quantitativo mensal do imunizante varia de acordo com a demanda dos estados.

De acordo com o Ministério da Saúde, a readequação ocorreu por causa da tramitação do processo de aquisição, que envolve compra, o desembaraço alfandegário e autorização pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a entrada do produto no país.

Depois, ainda conforme o Ministério da Saúde, é enviado para análise do controle de qualidade do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) antes de ser distribuído para as salas de vacina de todo o país.

Em 2022, a pasta distribuiu mais de 5,7 milhões de doses. Para a Bahia, foram 435 mil doses.

G1

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