Record é condenada após chamar jovem de prostituta e assassina no Cidade Alerta

Record é condenada na Justiça de São Paulo por matéria feita no Cidade Alerta

Foto: Reprodução/Instagram


Record foi condenada a pagar R$ 100 mil de indenização a uma jovem que foi chamada de prostituta e assassina durante uma reportagem exibida pelo Cidade Alerta, em 2015. A decisão foi do Tribunal de Justiça de São Paulo.

Em maio daquele ano, a jovem foi até um hotel com o namorado. Quando ela disse que gostaria de terminar o relacionamento, o rapaz ficou revoltando e atacou a amada com um canivete e depois cometeu suicídio.

Dois dias após o acontecido, a Record levou ao ar uma reportagem em que responsabilizava a jovem pela morte do namorado. Menor de idade na época, ela foi chamada de “garota de programa” e teve o seu rosto exposto na TV. Mais do que isso: a Record levou ao ar o número de telefone da mãe da adolescente. As informações são do UOL.

Em sua defesa, o canal dos bispos da Igreja Universal disse que as informações eram “de interesse público” e haviam sido obtidas com a polícia e que por isso não tinha motivo para duvidar da autenticidade das provas. Foi mais uma reportagem sensacionalista que colocou o canal paulista frente a frente com a Justiça.

O desembargador Pedro de Alcântara da Silva Leme Filho entendeu que a mulher foi exposta à opinião pública por uma reportagem sensacionalista e fora da realidade. Ele considerou que a moça era identificável por quem a conhecia.

O magistrado concordou com a sentença da primeira instância, segundo qual a Record deveria ter mostrado o boletim de ocorrência, o relatório do inquérito, uma testemunha de defesa ou qualquer documento que provasse que a reportagem foi feita com base em informações da polícia.

Ainda de acordo com a reportagem, além dos R$ 100 mil de indenização, a TV vai ter que desembolsar uma indenização de R$ 50 mil para a mãe da jovem por ter divulgado o seu telefone na matéria sem autorização. A decisão cabe recurso.

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