Vitória da Conquista registra 32 notificações de arboviroses em uma semana; bairros Espírito Santo e Brasil lideram casos

Boletim da Vigilância Epidemiológica aponta predominância de suspeitas de dengue. Município não registrou internações no período e reforça vacinação para público de 10 a 14 anos.
Foto: Secom PMVC
  • Da Mega
  • Atualizado: 19/03/2026, 10:25h

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Vitória da Conquista divulgou o balanço da 10ª Semana Epidemiológica, que compreende o período de 8 a 14 de março de 2026. Ao longo desses sete dias, o município registrou 32 notificações de casos suspeitos de arboviroses, com ampla predominância para a dengue.

De acordo com os dados da Vigilância Epidemiológica, o detalhamento das notificações da semana apresenta o seguinte cenário:

  • Dengue: 27 notificações (sendo 22 classificadas como casos prováveis e cinco já descartados).

  • Chikungunya: 4 notificações (todas consideradas casos prováveis).

  • Zika: 1 notificação.

Apesar dos novos registros, o boletim trouxe um indicador positivo: não houve nenhuma internação hospitalar motivada por arboviroses neste período.

O monitoramento apontou que os bairros Espírito Santo e Brasil foram as localidades com a maior incidência de casos prováveis na última semana, contabilizando quatro e três registros, respectivamente.

Analisando o cenário geral de 2026, Vitória da Conquista acumula 321 casos suspeitos notificados desde o dia 1º de janeiro. A divisão anual segue a tendência semanal, com 294 suspeitas de dengue, 26 de chikungunya e apenas uma de zika.

Para conter o avanço do mosquito Aedes aegypti, a SMS mantém o monitoramento semanal e as ações de bloqueio. O principal reforço no combate às formas graves da doença é a imunização.

A vacina contra a dengue está disponível em todas as unidades de saúde da rede municipal para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. Segundo o Ministério da Saúde, esta é a faixa etária que concentra o maior risco de hospitalização após os idosos — grupo para o qual o imunizante ainda não foi liberado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A pasta reforça que o controle do vetor depende diretamente do apoio da população. As principais orientações de rotina incluem:

  • Eliminar qualquer acúmulo de água parada em vasos de plantas, pneus e garrafas;

  • Realizar o descarte adequado do lixo doméstico e entulhos;

  • Manter caixas d’água e tonéis rigorosamente fechados;

  • Limpar calhas e lajes periodicamente;

  • Fazer uso regular de repelentes.

Moradores que apresentarem sintomas como febre alta, dores de cabeça e no corpo, manchas vermelhas na pele e náuseas devem procurar a unidade de saúde mais próxima imediatamente. Para denúncias de focos do mosquito ou mais informações, a população pode acionar o Centro de Controle de Endemias pelo telefone (77) 3429-7421.

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