Vereador Paulinho denuncia descarte irregular de lixo e cobra fiscalização em Vitória da Conquista

  • Francisco Sutério
  • Atualizado: 02/03/2026, 07:57h

Em sessão na Câmara Municipal, nesta sexta-feira (27), o vereador Paulinho Oliveira (PSDB) usou a tribuna para chamar atenção para a situação ambiental em Vitória da Conquista. O parlamentar denunciou o descarte irregular de lixo nos arredores da cidade, especialmente em áreas de preservação, e afirmou que solicitações já foram encaminhadas anteriormente, mas, até o momento, nenhuma providência foi adotada.

Segundo Paulinho, diversos pedidos foram enviados à Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) para solucionar problemas na área do Parque Municipal do Poço Escuro, localizada no bairro Cruzeiro. O local é considerado área de preservação ambiental, mas, conforme relatou, a situação permanece sem resolução. Além do acúmulo de entulho, a cerca de proteção estaria danificada. “Estamos chamando a atenção para uma situação gravíssima. Não é a primeira vez que alertamos sobre os problemas ambientais na extremidade da cidade”, afirmou.

O vereador relatou ainda que, há cerca de 20 dias, um incêndio atingiu a área do Poço Escuro, o que exigiu a atuação do Corpo de Bombeiros. Ele também denunciou o descarte irregular de entulho na Serra do Periperi. “Hoje a Serra do Periperi está recebendo caminhões e caminhões de entulho. É carroça descarregando, é caçamba descarregando, é caminhão jogando lixo. Falta fiscalização efetiva”, declarou.

Paulinho cobrou reforço na estrutura da pasta ambiental e sugeriu a realização de concurso público ou processo seletivo para ampliar o número de fiscais e tentar mitigar o problema. “Se não há funcionários suficientes, que seja aberto concurso ou seleção para criar um núcleo de fiscalização e proteger a nossa Serra do Periperi e o nosso Poço Escuro”, afirmou.

Durante o discurso, o vereador também questionou a divisão de atribuições entre as secretarias municipais. Segundo ele, muitas ações de manutenção estariam sendo executadas pela Secretaria de Serviços Públicos (Sesep), enquanto a fiscalização ambiental, que é de responsabilidade da Semma, não estaria ocorrendo de forma adequada.

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