Em sessão da Câmara, Gabriela Garrido destaca aumento do índice de violência contra mulheres em Vitória da Conquista
Teve início na última quarta-feira (11) a segunda sessão ordinária do ano legislativo da Câmara Municipal de Vitória da Conquista. Durante a sessão, os vereadores utilizaram a tribuna para falar de suas pautas e projetos para o ano eleitoral.
Entre os temas abordados, os parlamentares trataram de assuntos de grande relevância para a cidade e que haviam sido apenas mencionados na última sessão pela prefeita Sheila Lemos. Um dos temas foi a Zona Azul que, segundo alguns vereadores, tem afetado negativamente o comércio central da cidade. Foi falado também sobre questões de saúde pública na cidade, como o fechamento do Hospital Unimec.
Nesse contexto, destacou-se a fala da vereadora e delegada Gabriela Garrido, que assume a liderança da Bancada Feminina na Câmara. Ela ressaltou o aumento do número de mulheres na política, mas chamou atenção sobre o crescimento no índice de violência sofrida por mulheres na cidade.
A vereadora argumentou que em uma semana marcada por diversos crimes, tanto dentro quanto fora de Vitória da Conquista, como o caso ocorrido no Rio de Janeiro, no qual uma jovem de 20 anos foi esfaqueada no rosto por um homem, após ela ter negado seu pedido de namoro. “Precisamos falar sobre a evolução da mulher e o espaço que ocupamos”, afirmou.
Gabriela também citou os desdobramentos recentes do caso de Sashira Camilly, esclarecendo dúvidas sobre o julgamento, que foi transferido para outro município. Segundo a vereadora, a mudança atende a uma condição legal e foi deferida pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), em situações de grande comoção social. “As pessoas ficam sem entender por que o julgamento foi retirado de Vitória da Conquista. Isso é uma questão legal prevista na nossa legislação. A decisão não partiu da Justiça local, do Ministério Público ou da polícia. Trata-se de um direito do réu, deferido pelo Tribunal de Justiça da Bahia, que define o local do julgamento quando há grande comoção pública”.









