Quando a folia acaba, a urgência começa: doar sangue é um ato que salva vidas

  • Júnior Patente
  • Atualizado: 10/02/2026, 09:32h

Enquanto o Carnaval colore as ruas com alegria, música e celebração, uma outra realidade, silenciosa e urgente, se impõe nos hospitais de todo o país. O período de festas prolongadas, viagens e grandes aglomerações costuma vir acompanhado de um aumento significativo no número de acidentes de trânsito, ocorrências de violência e emergências médicas. Ao mesmo tempo, os bancos de sangue enfrentam um cenário crítico: estoques em queda justamente quando a demanda mais cresce.

É uma equação perigosa. Mais feridos, mais cirurgias, mais transfusões necessárias — e menos doadores. Muitos deixam de doar por conta das viagens, do descanso prolongado ou simplesmente por falta de informação. O resultado é alarmante: vidas em risco por falta de um gesto simples, rápido e solidário.

Sangue não se fabrica. Solidariedade, sim.

O sangue não pode ser produzido em laboratório. Ele só chega a quem precisa por meio da doação voluntária. Cada bolsa coletada pode salvar até quatro vidas, beneficiando vítimas de acidentes, pacientes em tratamento contra o câncer, pessoas com doenças crônicas, mulheres em parto de risco e crianças internadas em estado grave.

Em períodos como o Carnaval, essa corrente de solidariedade precisa ser ainda mais forte.

Quem pode doar sangue?

De acordo com as orientações dos hemocentros, podem doar sangue pessoas que:

  • Tenham entre 16 e 69 anos (menores de 18 anos precisam de autorização dos responsáveis);

  • Pesem no mínimo 50 kg;

  • Estejam em boas condições de saúde;

  • Tenham dormido bem na noite anterior;

  • Estejam alimentadas (evitar alimentos gordurosos nas horas que antecedem a doação);

  • Apresentem um documento oficial com foto.

Quem está temporariamente impedido?

Algumas situações impedem a doação por um período determinado, como:

  • Febre, gripe ou infecção recente;

  • Consumo de bebida alcoólica nas últimas 12 horas;

  • Tatuagem ou piercing feitos nos últimos 6 a 12 meses (dependendo da avaliação);

  • Cirurgias ou procedimentos invasivos recentes;

  • Gravidez e período de amamentação (em alguns casos).

Há também impedimentos definitivos, avaliados individualmente pela equipe de saúde, sempre com foco na segurança de quem doa e de quem recebe.

Onde doar?

A doação de sangue pode ser feita nos hemocentros e unidades de coleta espalhados por todo o país. As secretarias estaduais de saúde costumam divulgar os endereços e horários de funcionamento, especialmente em períodos críticos. Muitas unidades ampliam o atendimento durante o Carnaval, justamente para tentar manter os estoques em níveis seguros.

Um apelo que não pode esperar

Entre a vida e a morte, muitas vezes, existe apenas uma bolsa de sangue. Um acidente na estrada, uma cirurgia de emergência, uma criança em tratamento — ninguém escolhe precisar de uma transfusão. Mas todos nós podemos escolher ajudar.

Se você pode doar, não adie. Convide amigos, familiares, colegas de trabalho. Transforme a solidariedade em hábito. Em meio à festa, à alegria e à descontração, lembre-se de que há pessoas lutando para sobreviver — e elas contam com você.

Doar sangue é um ato de amor anônimo, silencioso e poderoso.
Neste Carnaval, seja responsável. Seja solidário. Doe sangue. Salve vidas.

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