Vitória da Conquista reduz casos de dengue em 92,3% em 2025 com uso de tecnologia de monitoramento

Estratégia integrou armadilhas para ovos e mosquitos, visitas domiciliares e educação em saúde; planejamento para 2026 prevê ampliação da rede. Foto: Ascom PMVC
  • Da Mega
  • Atualizado: 26/01/2026, 09:35h

O município de Vitória da Conquista alcançou resultados expressivos no combate à dengue ao longo de 2025, registrando uma redução de 92,3% nos casos em comparação com o ano anterior. O êxito é atribuído às ações da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), que combinou o uso de tecnologias de monitoramento e remoção de vetores — como as ovitrampas — com iniciativas de educação em saúde e visitas domiciliares.

A estratégia resultou na eliminação de 781.397 ovos do mosquito Aedes aegypti. Inicialmente instaladas em cinco bairros prioritários, as 4.800 ovitrampas tiveram sua operação expandida para mais 10 localidades a partir de outubro, interrompendo o ciclo reprodutivo do vetor através de coletas intensivas em áreas identificadas como focos irradiadores.

"Só temos transmissão de dengue quando há densidade vetorial. Ao retirarmos esses ovos, evitamos novos mosquitos infectados", explicou Renato Freitas, coordenador de Endemias.

Além das ovitrampas, a SMS implementou o uso de Pneutraps e do sistema In2Care, em parceria com o Instituto de Saúde e Ação Social (Isas) e o Ministério da Saúde. Iniciada em junho, a ação instalou 600 Pneutraps e 160 dispositivos In2Care em 15 bairros mapeados pelo Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa).

Os dados comparativos reforçam a eficácia do modelo integrado de vigilância:

  • 2024: Foram registrados 38.550 casos prováveis de arboviroses.

  • 2025: O número caiu drasticamente para 3.568 notificações de dengue, com apenas 425 casos confirmados.

O boletim de 2025 também contabilizou 173 notificações de chikungunya (10 confirmados) e 9 de Zika (3 confirmados).

Para o primeiro semestre de 2026, a Coordenação de Endemias estabeleceu novas metas para sustentar os resultados e evitar o repovoamento do mosquito: intensificar ações educativas em escolas e instituições; manter a rotina de visitas "casa a casa", com prioridade para três bairros considerados críticos; ampliar a rede de armadilhas focada na captura de fêmeas em fase de postura.

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