Em 4 capitais, grávidas com comorbidades estão sem vacinação contra Covid

São Paulo e Natal ainda não liberaram o uso de outros imunizantes. Maceió e Vitória mantêm interrupção no serviço por não ter estoque suficiente de CoronaVac e Pfizer

Foto: SAULO ANGELO/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO


Nesta sexta-feira (14), 4 capitais seguem sem vacinar grávidas e puérperas (quem acabou de dar a luz) com ou sem comorbidades contra a Covid. A paralisação prossegue mesmo depois de o Ministério da Saúde liberar a vacinação de pessoas deste grupo que apresentam comorbidades com as vacinas da Pfizer e CoronaVac, na quarta (12).

Maceió e em Vitória mantêm a interrupção pelo baixo estoque de vacinas. As duas capitais enfrentam problemas com abastecimento de CoronaVac e Pfizer.

Em Natal, há doses da Pfizer, mas elas foram destinadas, inicialmente, para um grupo de comorbidades que não incluía as grávidas. Além disso, não há estoque suficiente de CoronaVac na capital.

Em nota, a Secretaria de Saúde do Rio Grande do Norte afirmou que, a partir de segunda-feira (17), vai passar a aplicar a vacina da Pfizer em grávidas com comorbidade.

São Paulo também vai vacinar grávidas com comorbidades a partir da próxima segunda e reservou doses da Pfizer para atender este grupo. A vacinação estava prevista para começar na terça (11), mas precisou ser adiada.

A vacinação acontece normalmente nas outras 23 capitais, mas somente para pessoas que possuem problemas de saúde que podem ser piorados pela Covid.

Na terça-feira, a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu alerta para interrupção do uso da vacina AstraZeneca em gestantes e puérperas devido a uma morte em investigação. O caso, ocorrido no RJ, ocorreu após vacinação, mas não tem correlação apontada até o momento.

Com o efeito adverso, o Ministério da Saúde optou por limitar a vacinação de grávidas, antes liberada para todos os grupos. Na noite de quarta, recomendou que os estados imunizem somente pessoas deste grupo que apresentem comorbidades.

Municípios sem vacinas

Levantamento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), divulgado nesta sexta, mostra que o número de municípios que vacinavam grávidas subiu em uma semana: de 1.305 na semana passada para 1.846 nesta, mesmo com o problema divulgado pela Anvisa.

O levantamento, feito entre os dias 10 e 13 de maio, não inclui os problemas enfrentados pelas prefeituras devido ao alerta da Anvisa e a recomendação do Ministério da Saúde. No questionário há somente pergunta se a vacinação começou ou não.

Ainda de acordo com a pesquisa, 1.142 cidades ficaram sem vacina para aplicar a 2ª dose das vacinas contra a Covid. Outras 322 enfrentaram dificuldades para aplicação da 1ª dose do imunizante.

Ao todo, 3.051 municípios de todo país participaram do estudo. Deste total, mais de 2,5 mil registram já terem imunizado o grupo com comorbidades considerado prioritário na imunização.

G1

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