Uesb garante assistência técnica a produtores rurais durante pandemia

Há mais de duas décadas, o Procriar auxilia produtores do Sudoeste baiano, por meio da orientação técnica

Fotos: Geovane Pereira


Diante do novo cenário imposto pela pandemia de Covid-19, muitos serviços oferecidos pela Uesb à comunidade precisaram se adaptar. Com as novas mudanças, a tecnologia tem sido uma aliada na continuidade de atividades que atendem o público, como o projeto Procriar, em Vitória da Conquista, e o Laboratório de Cunicultura, em Itapetinga.

Há mais de duas décadas, o Procriar auxilia produtores do Sudoeste baiano, por meio da orientação técnica. De acordo com o professor Jurandir Cruz, idealizador da iniciativa, atualmente o Programa assiste, aproximadamente, 250 produtores. Isso é possível por conta dos convênios firmados com as prefeituras, que possibilitam a estruturação de núcleos formados por engenheiro agrônomo, médico veterinário e agente comunitário rural em cada município afiliado.

Por conta da pandemia, as atividades oferecidas pelo Procriar tiveram que ser reduzidas, mas o serviço continuou acontecendo. “Nós tínhamos muito medo que o mecanismo do nosso trabalho pudesse constituir em um vetor de transmissão da Covid-19”, explicou Cruz. Dessa forma, foram criados protocolos em que os agentes comunitários reduziram as quantidades de visitas às propriedades rurais para uma e sempre obedecendo protocolos de distanciamento e desinfecção.

Procriar atua na orientação de produtores há mais de 20 anos (Foto: Arthur Garcia/Arquivo Uesb)

Orientações à distância – Entretanto, as orientações técnicas aos produtores permaneceram constantes, por meio de aplicativo de mensagem de celular, recurso já utilizado pelos produtores. Pela ferramenta, a equipe do Procriar instrui sobre a maneira correta do manejo com os animais, como ter um produto de melhor qualidade, como melhorar a infraestrutura da propriedade, entre outras informações.

O professor também destacou importância de manter esse serviço como forma de assegurar a produção rural. “Quando mantemos esse serviço, é extraordinário, porque vamos precisar nos alimentar, consumir os produtos que vem do meio rural. Então, essa é uma oportunidade de ouro para que a gente, mesmo enclausurado, consiga, de certa forma, colocar a Universidade à disposição dos produtores, que, no nosso caso, praticamente todos são produtores familiares”, mencionou Cruz.

Geovane Pereira, produtor de gado no município de Rio do Antônio, passou a fazer parte do projeto Procriar um pouco antes do início da pandemia. Para ele, contar com as orientações da equipe do projeto foi muito significativo para a produtividade da sua propriedade. “Foi de uma grande ajuda para mim, para as minhas roças, que saiu de 20% de produtividade e subiu para, aproximadamente, 80% a produção de ração própria”, destacou Pereira.

(Foto: Acervo do Laboratório de Cunicultura)

Auxílio da tecnologia – No campus de Itapetinga, um dos fundamentos do Laboratório de Cunicultura, coordenado pelo professor Ronaldo Vasconcelos, além da didática aplicada ao curso de Zootecnia, é atender a pessoas interessadas na criação de coelhos, tanto para uma criação pet como para a produção para o consumo. Durante a pandemia, uma das formas de atender aos interessados foi participar de grupos de criadores e produzir vídeos, nos quais as questões técnicas da criação são abordadas.

“O resultado está sendo surpreendente, porque alcançamos pessoas interessadas, inclusive de outros países, que seguem esses canais. Nesse sentido, respondemos a e-mails e utilizamos também aplicativo de mensagens de celular. De um modo geral, atendemos a dúvidas acerca da nutrição, reprodução, planejamento da criação, enfermidades e mercado”, esclareceu Vasconcelos.

Ainda de acordo com Vasconcelos essa forma de interação com os produtores tem permitido a construção de vínculos e a expectativa é desenvolver, em um futuro próximo, atividades conjuntas, sob a forma de projetos de extensão. “A pandemia nos obrigou a buscar outros meios de nos tornarmos ativos. Toda essa tecnologia permite um contato bastante positivo. A Uesb não para!”, concluiu o docente.

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