Em sessão especial, vereadores se opõem ao fechamento do Colégio Nilton Gonçalves e cobram uma revisão do Governo do Estado
Durante a sessão especial da Câmara Municipal de Vitória da Conquista (CMVC) sobre o Colégio Nilton Gonçalves, na manhã desta quarta (6), diversos vereadores emitiram seu posicionamento contrário ao fechamento do Nilton Gonçalves
Política - 6/12/2017
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Vereador Rodrigo Moreira (PP)

Os vereadores de Vitória da Conquista utilizaram a tribuna da Câmara Municipal nesta quarta (6), para comentar o fechamento do Colégio Estadual Nilton Gonçalves. A maioria dos vereadores se posicionaram contra a decisão do Governo do Estado.

O vereador Rodrigo Moreira (PP) reforçou seu posicionamento contra o fechamento e pediu uma moção de repúdio ao Secretário de Estadual de Educação, Walter Pinheiro. O parlamentar pontuou que mesmo sendo da bancada de apoio ao governo do Estado, não está satisfeito com tal situação, e já tem reunião agendada com o governador para tratar do caso.

Para o vereador Luciano Gomes (PR), tanto pelo serviço prestado, quanto pela qualidade do ensino e também pela memória de Nilton Gonçalves, não se pode admitir o fechamento do Colégio.

Luciano destacou que até mesmo os vereadores que são da bancada de apoio ao Governo do Estado, abraçaram essa causa e são contra o fechamento do Nilton Gonçalves. No entanto ele alerta: “Não podemos aproveitar de uma pauta como essa, perder o foco e usar o momento para desmoralizar o governador”, disse. “Nossa luta é em prol da comunidade, não vamos deixar que a política atrapalhe isso”.

O vereador acredita que este é um fato isolado, e aconteceu porquê o secretário estadual de educação não tem conhecimento da realidade de Vitória da Conquista. “Foi enviado técnicos de Salvador, não escutaram a população e aconteceu isso”, disse.

Vereador Danilo Kiribamba (PCdoB)

A vereadora Nildma Ribeiro (PCdoB) reprovou a decisão da Secretaria Estadual de Educação (SEC) em fechar a escola e afirmou que os vereadores estão empenhados na causa do Nilton Gonçalves, bem como o deputado estadual Fabrício Falcão (PCdoB) que esteve com o secretário estadual de Educação, Walter Pinheiro, e agendou uma reunião entre os vereadores e o governador Rui Costa, para tratar também do tema. A reunião foi adiada e uma nova data será marcada, informou. “Não podemos desistir. A educação é o principal pilar de uma sociedade”, falou, ressaltando que o colégio conta com apoio da Câmara.

Em seu pronunciamento sobre o tema, o vereador Danillo Kiribamba (PCdoB) afirmou que no último dia 23 realizou uma visita à secretaria estadual de educação cobrando o não fechamento do Colégio.

O parlamentar contou que durante a reunião cobrou também melhorias para o Colégio Militar de Vitória da Conquista, para o Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães, e a Escola José Sá Nunes. “Há mais de três anos essas escolas estão precisando de reformas e estão abandonadas”, pontuou.

Kiribamba pediu que todos os vereadores se unam pela causa, independente da questão partidária. “Temos que entender que isso não é uma luta política. Todos somos contra o fechamento do Nilton Gonçalves”, disse.

Vereador Dudé (PTB)

Para o vereador Luís Carlos Dudé (PTB), fechar escola significa criar presídios e colocar as crianças nas ruas. Ele se posicionou contra o fechamento do Colégio e disse que irá encampar luta em prol disto.

Dudé acredita que esta atitude do governo do estado mostra o não compromisso com a educação. Ele questiona o fato de um governador que veio da periferia de Salvador e um secretário de educação que veio dos movimentos sociais estarem fechando escolas. “Isso é uma vergonha!”, destacou.

O vereador Professor Cori (PT) disse que é preciso rever a decisão do Governo do Estado de encerrar as atividades do Colégio Nilton Gonçalves, devido à situação de vulnerabilidade social dos alunos matriculados.

Para o parlamentar, fechar a escola é um equívoco. “Ao invés de fechar, deveria anunciar a construção de uma nova escola”, disse o vereador lembrando que a escola funciona em um prédio alugado. “Não vou desistir, eu vou resistir. Nós vamos a Salvador, não vamos submeter o único equipamento inserido naquela localidade a partir de um dado de um técnico da Secretaria de Educação, que não conhece a realidade social na qual está inserida aquela comunidade”, disse Cori.

 

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