Educação é o tema abordado em seminário para comunidades quilombolas do sudoeste baiano
O evento terá ainda uma segunda parte, agendada para os meses de maio e junho. Estão previstos seminários temáticos com a participação de professores da rede municipal de ensino
Notícias - 15/04/2018
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1º Seminário de Políticas Municipais para a Educação Escolar Quilombola (foto: PMVC)

Diversas questões relacionadas a ao ensino em comunidades quilombolas foram debatidas na manhã deste sábado (14), no módulo IV da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. O assunto foi tema do 1º Seminário de Políticas Municipais para a Educação Escolar Quilombola, que reuniu professores da rede municipal e outras pessoas interessadas na discussão.

“Nosso objetivo é promover uma reflexão sobre as políticas municipais voltadas para a educação escolar quilombola, a partir do Plano Municipal de Educação e do Programa de Ações Articuladas”, informou Greissy Reis, do Núcleo Pedagógico da Secretaria Municipal de Educação.

Em Vitória da Conquista, existem 33 localidades oficialmente reconhecidas como remanescentes de antigos quilombos. Em 27 delas, há escolas municipais. “Esperamos dar a esses alunos e a essas comunidades a atenção e as condições que eles merecem”, afirmou a coordenadora do Núcleo Pedagógico, Dilvane Chagas.

O evento terá ainda uma segunda parte, agendada para os meses de maio e junho. Estão previstos seminários temáticos com a participação de professores da rede municipal de ensino. O objetivo será elaborar um caderno de orientações didáticas para ser utilizado em práticas pedagógicas dentro das salas de aula.

Comunidades quilombolas no sudoeste baiano

O Seminário reuniu professores da rede municipal e outros interessados (Foto: PMVC)

Apenas na região Sudoeste, há mais de 200 comunidades quilombolas. Segundo a professora Talamira Brito, da Uesb, as pessoas que vivem nessas localidades possuem “uma história que não foi contada”. “A memória é algo que não pode ser perdida”, registrou Talamira.

Daí o fato de a discussão proposta no seminário ter sido considerada “importantíssima” pela professora Marize Andrade. “Ficamos muito tempo sem resgatar essa história. É um momento de resgate”, analisou Marize, que trabalha na Escola Municipal Casemiro de Abreu, em Lagoa do Juazeiro (a 22 quilômetros da zona urbana, na região do Iguá). “A gente recebe uma carga de conhecimento para trabalhar melhor com essas comunidades”, disse Marize.

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