Xylocaína, de Guigga, ganha roupagem inédita e videoclipe assinado por Filipe Bezerra

Lançamento já está disponível nas plataformas digitais

Foto: Camilo Lobo


O cantor e compositor baiano Guigga estreia nesta sexta-feira, 10, nas plataformas digitais, o single e o videoclipe da faixa Xylocaína. Trata-se de uma versão inédita remixada da música lançada em 2017, em seu primeiro EP, “Divino e Ateu”. A nova produção é assinada pelo DJ Mangaio (OQuadro).

O remix é resultado de algumas semanas de pesquisas e experimentações e traz como plano de fundo a sonoridade da house music, sem deixar de lado as referências da música baiana. Essa nova roupagem faz parte de um processo de compreensão do próprio artista, natural de Maracás, interior da Bahia, dentro do universo da música pop – onde ele deu os primeiros passos da sua carreira de cantor, com apenas 10 anos de idade, compartilhando os vocais da banda Me Leva com o seu pai Sebastião.

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“O showbusiness independente das bandas de baile sempre fez parte da minha realidade enquanto artista por meio do meu pai, que é cantor da Banda Me Leva, e da minha mãe, que é dançarina e agenciou muitos dançarinos do interior em apresentações no São João e Carnaval”, conta Guigga. “A música disco, por outro lado, compõe o meu imaginário musical de menino gay do sertão da Bahia. Meu tio Alex, irmão do meu pai, foi dono de uma discoteca durante muitos anos em Maracás e eu sempre fui encantado com as pistas de dança, com o brilho e com as luzes da danceteria dele. Era um lugar cheio de magia, onde as pessoas iam para dançar”.

Videoclipe com direção de Filipe Bezerra

Marcando essa nova fase, Xylocaína também ganha um videoclipe sob a direção de Filipe Bezerra, artista visual responsável por assinar trabalhos como “Alfazema” e “Capim Guiné”, do Baiana System. Guigga e Filipe se conheceram durante a pandemia e, ao longo de meses e conversas diárias, amarraram algumas memórias que serviram como eixo central para o roteiro do clipe.

“Quando apresentei essa versão de Mangaio para ele e o meu desejo de levar a dança mais a sério a partir desse trabalho, nosso principal objetivo foi criar uma ponte entre estas linguagens e traduzir as minhas histórias em performances”, detalha.

O registro audiovisual também ganhou a contribuição do bailarino e coreógrafo Yan Quadros, o que, para o cantor e compositor, foi essencial na ressignificação do seu olhar para a dança. “Após algum tempo me dedicando à biodança, poder conhecer minimamente a cultura das danças urbanas foi revolucionário, porque compreendi a dança não apenas como linguagem corporal, mas também como um instrumento de criação e afirmação”, destaca.

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